Aparelhos "xing ling" podem parar de funcionar no Brasil

Celulares piratas vendidos no Brasil poderão ser barrados pelas operadoras.

Imagem: Reprodução.
Principais operadoras de telefonia celular do país investem R$10 milhões em um sistema para bloquear aparelhos não homologados pela Anatel. O novo sistema será usado por Oi, Tim, Vivo e Claro, e pretende identificar aparelhos vendidos no Brasil sem a homologação da Anatel.

Segundo as operadoras o uso desses aparelhos interfere na qualidade dos serviços, gerando um aumento infundado no número de reclamações dos usuários.

Como será a identificação dos aparelhos

O sistema irá identificar o número do IMEI de cada aparelho no momento em que o chip de uma das operadores for inserido, em seguida irá comparar esse número com o banco de dados da Anatel. Se o aparelho não for localizado a ativação do chip não será autorizada.

Todavia o sistema não irá impedir o funcionamento dos aparelhos "xing ling" se forem utilizados com um chip já ativado em um aparelho devidamente homologado.

Problemas

Embora as operadores afirmem que a medida é necessária para aumentar a qualidade dos serviços, é inegável que o uso de aparelhos celulares que comportem mais de 2 chips, aí incluídos quase a totalidade de aparelhos chineses, nunca foi bem visto pelas empresas de telefonia celular, pois ajudam o usuário a utilizar simultaneamente mais de uma operadora.

Outro problema é que o sistema poderia identificar aparelhos regularmente lançados no mercado mundial e que ainda não estariam disponíveis imediatamente no Brasil, como acontece com os principais lançamentos do mercado, tais como iPhone e Galaxy.

Impedir o uso de aparelhos regularmente importados para o Brasil, para uso pessoal, não parece ser a maneira mais coerente com o Código de Defesa do Consumidor.

Resta ao usuário aguardar o início da operação do sistema, prevista para o primeiro trimestre de 2013, para ver qual será o verdadeiro impacto no mercado nacional.

E você o que acha desta proibição? deixe seu comentário abaixo e nos diga.

Via G1

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