Brasil fica de fora de acordo que prevê redução de impostos sobre eletrônicos em 80 países


Não é nenhuma novidade que os preços de eletrônicos em geral são exorbitantes em nosso país, e muito graças à nossa alta carga tributária incidente sobre tais equipamentos, e infelizmente essa é uma característica que não tem previsão de melhora.

Prova disso é que cerca de 80 países negociaram com a Organização Mundial do Comércio - OMC um acordo para a isenção das tarifas de importação de aproximadamente 200 componentes eletrônicos, incluindo vídeo games e semicondutores, porém o Brasil não aderiu à proposta.

Esse é um dos maiores acordos "costurados" pela OMC nos últimos 18 anos, e incluem nações como os Estados Unidos, China, Coréia do Sul e os países da União Europeia, que integrarão o Tratado Internacional da Tecnologia de Informação (ITA).

Para saber o posicionamento do país em relação ao acordo a Folha de S. Paulo ouviu Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que comentou que o Brasil nunca quis participar do acordo internacional. 

Humberto Barbado ainda salientou que "se isso acontecesse, praticamente não teríamos mais indústria eletroeletrônica no país", isso graças aos altos custos de produção em terras nacionais, incapazes de competir com o mercado chinês, por exemplo.

Infelizmente a desoneração de equipamentos eletrônicos e o barateamento de itens do tipo por aqui ainda parece distante.

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Sobre Flávio Prado

Entusiasta de tecnologia e fundador dos sites www.tech4fan.com.br e www.samsungdiscovery.com e também colaborador do TecheNet.com. Tem grande interesse nas áreas mobile e de computação pessoal.